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Olá Tamires

É um prazer estar com você em mais esta etapa do seu desenvolvimento da habilidade em comunicação humana.

Este espaço tem o objetivo de disponibilizar o material teórico da nossa mentoria e permitir que possamos interagir também no processo de Ensino A Distância (EAD), para que você possa potencializar o seu desenvolvimento.

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Mentoria em Comunicação | Tamires Lima

Aula (Aspectos Psicológicos) | Sua apresentação pode ser um show

 

Você começa a suar, as pernas ficam trêmulas e o coração dispara. Ao tentar falar, parece que sua mente ficou vazia, a boca está seca, dá uma gagueira súbita e uma vontade incontrolável de sair correndo. Diante de seus olhos, uma plateia ansiosa aguarda suas palavras… A falta de treinamento pode transformar uma apresentação em público num fracasso, mas especialistas em comunicação garantem que é possível reverter esse quadro num curto espaço de tempo.

Artista experientes, como os atores Paulo Autran e Aracy Balabanian e o humorista e entrevistador Jô Soares – para citar os brasileiros, já confessaram que ficam “balançados” quando pisam num palco; o que dizer, então de um profissional cuja atividade nada tem a ver com espetáculos teatrais e talk shows? “A ansiedade não vai passar nunca, mas o bom comunicador não a transmite ao público”, avisa Letterino Santoro, especialista em comunicação verbal e oratória…

…“Em meus cursos, sempre pergunto aos participantes se eles sabem dirigir e 99% respondem que sim. Então, faço o comparativo: no primeiro dia na auto-escola, parecia que jamais seria possível fazer o carro andar com naturalidade, correto? E hoje nem paramos para pensar em como tudo aquilo funciona. É assim com a comunicação”, compara Santoro. Segundo ele, em média 90% dos alunos saem habilitados para dar uma palestra; a princípio, nas condições de quem sai de uma auto-escola: a pessoa conhece as técnicas, faz o carro andar, mas ainda tem um certo receio, fica tensa e precisa pensar qual marcha colocar.

“A partir daí, se fizer a lição de casa, em dois ou três meses ficará craque”, incentiva.

 

CORPO FALANTE

O olhar, é um dos recursos para se chegar a isso. Quando o orador se intimida com a plateia, fica olhando para um ponto fixo ou para o chão, menos para seu público, que é justamente quem vai dar a resposta às suas palavras e atitudes.

A expressão corporal é outro item que requer atenção. Diante do pavor de estar diante da plateia e da impossibilidade de sair de cena, o palestrante tenta fugir psicologicamente da situação. E é aí que instintivamente coloca as mãos no bolso ou nas costas, diminui o volume da voz, engole as palavras. Entre as mulheres, é comum cruzar uma perna na frente da outra ou unir as mãos à frente do corpo. Também há pessoas que não utilizam braços, mãos, dedos, semblante, pernas e olhar simplesmente porque não percebem a importância de um gesto para reforçar uma palavra ou ideia.

 

 

CREDIBILIDADE E NATURALIDADE

Num mundo no qual as corporações procuram trabalhar balizadas por ética e grandes companhias caem por fraudes contábeis, está provado que a sociedade não aceita mais o “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. É assim que acontece com o palestrante, compara Santoro. “Quando fala a verdade, a pessoa está segura do que está dizendo e conquista a credibilidade da plateia”, justifica.

Outro toque importante: o bom orador não é aquele que mostra que conhece as técnicas, mas sim as utiliza com naturalidade. “Ele está vendendo sua imagem e sua ideia; se isso não for feito naturalmente. O subconsciente da plateia dirá que tem algo errado e não deixará envolver”, enfatiza o consultor.

Isso quer dizer, também, que, se você não é uma pessoa afeita, por exemplo, a piadas, não adianta tentar contá-las para distrair a plateia ou fazer graça, porque soará como algo forçado ou falso.

 

 

FAÇA-SE ESCUTAR

Há pessoas que, muito embora sejam extrovertidas e dinâmicas, apresentam fala monótona, porque não tem os conhecimentos básicos sobre como utilizar a voz. Também existem aquelas que falam rápido demais e engolem sílabas, outras que abrem pouco a boca para falar e, com isso, sua voz fica baixa, ou ainda, gente que usa inadequadamente o ar e a melodia da voz, que acarretam ênfase em palavras erradas. “Muitas pessoas usam todo o ar para falar. À medida que se vai falando é preciso fazer recarga do ar, saber fazer pausa adequada, para que a articulação normalize e a voz saia e soe bem” ensina a fonoaudióloga Sabrina Cukier…

Há vários exemplos de mal uso da voz. Um deles aconteceu num congresso realizado em São Paulo, no ano passado, com um alto executivo de uma empresa de telecomunicações, que viu o auditório se esvaziar diante. Isto porque, apesar de sua palestra ter conteúdo de interesse do público presente, durante cerca de 40 minutos, suas palavras foram pronunciadas num volume muito baixo e sem nenhuma variação na entonação, o que deu um tremendo sono nos espectadores. Daí a importância dos exercícios de voz e dicção que, apesar de fazer os alunos sentirem-se ridículos pelos sons e caretas produzidas, trazem resultados efetivos.

Sabrina enfatiza que a voz também passa credibilidade mas, se ao falar, a pessoa apresenta voz trêmula ou dicção ruim, não conseguirá passar a mensagem da maneira certa. “Há casos de a voz ser mal empregada por excesso de timidez ou mesmo porque a pessoa realmente não sabe como usa-la. E isso dá para corrigir rapidamente”, afirma.

Ela diz que, apesar de raros, existem casos nos quais o aluno faz todo o curso mas, no final, não apresenta nenhum tipo de mudança na voz. “É quando o fonoaudiólogo deve recomendar um trabalho mais intenso: a fonoterapia.”

 

 

IDÉIAS COORDENADAS

…Conhecer o perfil do público é fundamental, porque cada um exige um tipo de discurso diferente. “Muitos alunos vêm nos questionar sobre o fato de terem realizado uma palestra com sucesso num lugar, mas que fracassou em outro”, conta Santoro. O fato é que uma mesma ideia deve ser apresentada de forma e com palavras diferentes, de acordo com as características do público. “Quando faço palestras em universidades, principalmente para o pessoal de primeiro ano, procuro me apresentar de forma descontraída, inclusive na linguagem. Claro que isso não quer dizer que vá utilizar a gíria deles, porque nem mesmo as saberia usar e soaria falso”, diz o professor.

Já quando o público é diversificado, ensina ele, é importante que se busque trabalhar uma linha mediana de apresentação, ser mais genérico e evitar termos específicos de um determinado segmento ou área profissional.

Soma-se a tudo isso mais um item: o uso correto das palavras. A consultora em comunicação Marisa De Mitri, diretora da Expressão Consultoria e Treinamento, diz que a concordância verbal é um dos problemas mais observados em seus alunos. Mais do que corrigir erros de português, eles ensinam técnicas de argumentação e persuasão, para conquistar os interlocutores.

 

 

POR CONTA PRÓPRIA

Se antes de optar por um curso, que pode durar de 20 a 40 horas, você quiser tentar melhorar sua performance sozinho, fique atento às dicas de Letterino Santoro:

  • Não espere resultados rápidos, pois será mais na base de tentativas, erros e acertos.
  • É preciso conhecer as técnicas de comunicação verbal, Há literatura disponível para isso.
  • Leia sempre, leia muito. Isso irá ajuda-lo a ampliar conhecimento e vocabulário.
  • Se tiver uma câmera de vídeo, use-a para visualizar seu gestual, postura, elegância.
  • Se não tiver a câmera, use um gravador, para ouvir sua voz e trabalhar para melhorá-la.
  • Se não tiver nem câmera nem gravador, treine na frente do espelho.
  • Você vai precisar de feedback. Reúna três ou quatro amigos, familiares ou colegas de trabalho mais próximos, e simule uma apresentação. O fato de serem pessoas conhecidas não vai alterar o efeito da plateia sobre o orador. E você perceberá que, em muitos casos, sua autocrítica é excessiva.
  • A ousadia ajuda a transpor todos os obstáculos. A pessoa ousada sempre consegue resultados melhores. Ela pode até ter um conhecimento mediano, mas possui uma enorme capacidade de acreditar em si e de não temer o ridículo.
  • Treine diariamente.

Por Thais Gebrim

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